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ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE INVESTIMENTOS ATRELADOS AO CDI E À INFLAÇÃO

  • Writer: Ímpar Inteligência em Investimento
    Ímpar Inteligência em Investimento
  • Dec 12, 2025
  • 2 min read

Uma dúvida comum quando se trata de investimentos em Renda Fixa é: Qual será a melhor maneira de atrelar a rentabilidade dos investimentos? Ao CDI ou à inflação?


A aplicação atrelada ao CDI é chamada de “Pós-Fixada”, ou seja, fixada depois. Isso significa que a rentabilidade dessa aplicação será definida depois que a Taxa Selic for determinada. Conforme a Taxa Selic for variando ao longo do tempo do investimento, a rentabilidade da aplicação atrelada ao CDI também vai acompanhando esse movimento. Vamos a um exemplo prático:  


Hoje temos uma Taxa Selic de 15% ao ano. O CDI estará sempre 0,1% abaixo da Taxa Selic. Ou seja, hoje estamos com um CDI de 14,9% ao ano. Se um título de Renda Fixa rende 100% do CDI, significa que ele vai render 14,9% em um ano de aplicação (um pouquinho todo dia e, somando todos os dias de 1 ano, chegaria em 14,9%). Porém, a Taxa Selic não é estática, a cada 40 dias um Comitê define se a Taxa Selic vai subir, se ela será mantida ou se vai cair.


Supondo que na próxima reunião o Comitê defina que a Taxa Selic cairá 0,5%, o CDI que hoje é de 14,9% passará a ser de 14,4% ao ano. No dia seguinte ao anúncio da queda na Taxa Selic, as aplicações atreladas ao CDI vão começar a render com base em um CDI de 14,4% ao ano. Como a rentabilidade atrelada ao CDI segue essa dinâmica, não temos como definir antecipadamente qual será o rendimento exato ao fim de uma aplicação.

Vamos pensar agora na aplicação atrelada à inflação, o famoso IPCA+. Temos dois componentes que vão determinar a rentabilidade final desse investimento, um fixo e outro variável: IPCA+ 6,00%, por exemplo, vai pagar a inflação do período mais 6% ao ano.


Como não temos como definir antecipadamente qual será a inflação de um período futuro, também não conseguimos determinar qual será a taxa de rentabilidade exata ao fim da aplicação, vai depender diretamente da inflação acumulada no período do investimento.   


Depois de entender a dinâmica da rentabilidade de cada um desses dois títulos de renda fixa, fica mais fácil perceber a dificuldade de identificar qual aplicação vai render mais em um determinado momento. Para chegar a uma conclusão, precisamos criar premissas, por exemplo, qual será o CDI e qual será o IPCA no período futuro.

É através de análises macroeconômicas, que buscamos identificar essas premissas, analisando as opiniões de diferentes agentes do mercado.


Em geral, para um horizonte de prazo mais curto (até 2 anos), aplicações atreladas ao CDI podem ser interessantes, principalmente agora, período em que estamos com uma Taxa Selic de 15,00% ao ano. Para aplicações com horizonte acima de 2 anos, os títulos atrelados ao IPCA acabam sendo uma excelente maneira de garantir uma rentabilidade acima da inflação, independentemente do cenário econômico.


A economia se movimenta em ciclos, e por isso teremos oportunidades diferentes de investimentos, que vão se comportar de maneiras diferentes em cada fase desse ciclo. Por essa razão, a diversificação é fundamental. Quando me perguntam qual aplicação é melhor, atrelada ao CDI ou ao IPCA, minha resposta é sempre: as duas!



 
 
 

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